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Brasil: ¡Victoria!

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La fuerza de la movilización popular tiró para atrás los aumentos de tarifas

Brasileños ratifican marcha pese a suspensión del alza del transporte

Sao Paulo, 20 jun (PL) Miles de brasileños marcharán hoy en esta ciudad para festejar la suspensión del alza del precio del transporte público, un reclamo que originó protestas y movilizaciones en casi todo el país.

El movimiento Pase Libre, impulsor de las manifestaciones en esta urbe, saludó la víspera la decisión de las autoridades de Sao Paulo y de Río de Janeiro de derogar la medida que establecía el aumento del precio del pasaje en ómnibus, metro y trenes.

Vivian Mayara, una de las dirigentes de Passe Libre, señaló que la movilización de este jueves, convocada desde el martes último "se celebrará para conmemorar la victoria de la gente en la calle".

Puntualizó que el lugar de concentración será la Plaza do Ciclista, en la avenida Paulista y la invitación se realizó a través de la redes sociales.

 

Las manifestaciones comenzaron la semana pasada en Sao Paulo, en contra del alza de la tarifa del transporte público, pero después se sumaron otras demandas, como mejoras en la educación y salud, más seguridad y críticas a los elevados gastos del Gobierno en la organización de la Copa de Confederaciones y el Mundial de 2014

 

La presión popular fue precisamente que la originó que autoridades de Sao Paulo y Río de Janeiro cedieran finalmente y suspendieran los aumentos del pasaje en el transporte público en sus territorios.

El gobernador Sao Paulo, Geraldo Alckmin, y el alcalde esta ciudad, Fernando Haddad, anunciaron la víspera que la tarifa del metro, trenes y ómnibus volverá a costar tres reales (1,50 dólar estadounidense).

De manera
simultánea, el prefecto carioca, Eduardo Paes, comunicó la decisión de de retornar el valor del transporte a 2,75 reales (cerca de 1,40 dólar), el precio que tenía anteriormente.

Ambas autoridades señalaron que estos reajustes afectarán algunas inversiones previstas e instaron a la ciudadanía a participar en los venideros días en un diálogo abierto.

Alckmin resaltó que la medida entrará en vigor desde el lunes próximo. Se trata de un gran sacrificio, que será explicado a la sociedad y representantes de los movimientos sociales implicados en las marchas y manifestaciones de los últimos días, aseveró.

La máxima autoridad de Río dijo por su parte que la cancelación del alza al transporte implicará dejar de invertir 200 millones de reales (unos 90,9 millones de dólares) en otras áreas.

Paes instó al Congreso federal a aprobar una resolución que reduzca los impuestos del transporte público con miras a compensar en parte el gasto de la municipalidad.
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Movimento Passe Livre consegue revogar o aumento das tarifas em São Paulo e Rio

 

O aumento das tarifas de ônibus, metrô e trem acabam de ser revogados. As passagens em SP, que tinham sido aumentadas para R$3,20 no início de junho, voltarão a custar R$3,00, a partir da próxima segunda-feira (24); no Rio, os R$ 2,95 voltam para R$ 2,75

 

19/06/2013

 

Após um acordo entre os governos estadual e municipal de São Paulo, na figura do governador Geraldo Alckmin e do prefeito Fernando Haddad, o aumento das tarifas de metrô, trem e ônibus acaba de ser revogado. As passagens que tinham sido aumentadas para R$3,20 no início de junho, voltarão a custar R$3,00, a partir da próxima segunda-feira (24).

 

Estranhamente, o anúncio, às 18h15 de hoje, foi feito primeiramente pelo governador do estado, e não pelo prefeito da cidade. Alckmin em sua fala disse que "nos casos do metrô e do trem, nós vamos revogar o reajuste dado, voltando à tarifa original". O governador citou várias vezes a palavra “tranquilidade” como eixo para se debater “temas [que foram] legitimamente colocados”. Além disso, anunciou que para tanto alguns ajustes terão que ser feitos na área de investimentos. 

 

Haddad, por sua vez, em sua fala, não chegou a anunciar textualmente que o aumento da tarifa de ônibus também estava revogado. O que causou uma certa confusão a quem ouvia o pronunciamento. A revogação ficou subentendida por meio apenas da fala de Alckmin (que só havia citado a parte que lhe cabia, metrô e trem).  

 

O prefeito insistiu que houve “uma pequena confusão” com os aumentos das tarifas levados adiante por Rio e São Paulo. Já que, de acordo com ele, a maioria das outras capitais já havia dado aumentos no início do ano, em que as desonerações já estavam presentes, diferentemente de Rio e São Paulo, que tiveram adiados seus aumentos para o meio do ano.

 

O prefeito voltou a insistir que o aumento dado se encontrava “muito abaixo da inflação”. Ele ainda citou que parcela dos investimentos planejados pela prefeitura vão ficar comprometidos, mas que sua decisão era “um gesto de aproximação, de abertura”, “de espírito democrático para que o diálogo se restabeleça".

 

Rio de Janeiro

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PMDB) também anunciou a redução das tarifas. O valor que estava em R$ 2,95 desde o início do mês volta para R$ 2,75.

Transporte Público

MPL: "Conquistamos a principal pauta de reivindicação"

O estudante Caio Martins diz, contudo, que o ato de amanhã em SP será mantido para "celebrar a conquista, apoiar os movimentos em outras cidades e em solidariedade aos detidos e processados"

por Rodrigo Martins 

19/06/2013 

Caio Martins Caio Martins, um dos líderes do Movimento Passe Livre, durante as manifestações da semana pasada

O estudante de história da USP Caio Martins, integrante do Movimento Passe Livre (MPL), que chamou todos os protestos até agora na capital paulista, confirmou que as manifestações marcadas para está quinta-feira 20 estão mantidas, mesmo após o anúncio da redução das tarifas de ônibus, trem e metrô em São Paulo e da redução da tarifa de ônibus no Rio.

"O governo cedeu e conquistamos a principal pauta de reivindicação dos protestos Vamos manter o ato de amanhã em São Paulo para celebrar a conquista, em apoio aos movimentos de outras cidades e contra a repressão. Será também um ato em solidariedade a todos os manifestantes que foram detidos, presos e estão sendo processados". O sétimo ato contra o aumento das tarifas em São Paulo está convocado para amanhã, 17h, na avenida Paulista.

Na avaliação de integrantes do MPL, a conquista possui também um caráter pedagógico. “A esquerda tem uma enorme dificuldade de obter vitórias objetivas, que impactam diretamente na vida da população. Mas quando a gente luta junto, de forma organizada, e sai às ruas, é possível reverter esse quadro”, afirma o jornalista Daniel Guimarães, de 29 anos. O jovem catarinense participou das Revoltas da Catraca em Florianópolis, em 2004 e 2005, que conseguiram barrar o reajuste das tarifas naqueles anos. Os protestos inspiraram a criação do Movimento Passe Livre durante o Fórum Social Mundial, em 2005. E não demorou para o grupo criar raízes nas principais capitais brasileiras.

“Florianópolis foi o embrião do MPL, mas a conquista em São Paulo tem um significado ainda maior. Trata-se da maior cidade da América Sul, com mais de 11 milhões de habitantes”, celebra Guimarães, hoje morador da capital paulista. “É evidente que a luta não para por aqui. Exigimos transparência nos contratos de transporte coletivo, que o próprio Ministério Público considera uma caixa-preta. A estratégia de longo prazo é coletar 500 mil assinaturas para um projeto de iniciativa popular que viabilize a tarifa zero em São Paulo. O objetivo é garantir o direito de acesso à cidade para toda a população, sobretudo a mais pobre, que vive nos bairros mais afastados e enfrenta a barreira da tarifa para acessar serviços de saúde, educação, lazer e próprio trabalho.”

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Em Fortaleza, no Ceará, polícia reprime protesto “+ Pão - Circo - Copa para Quem?”

(diario Brasil do Fato)

 

Mais de 80 mil pessoas ocuparam as ruas que dão acesso ao estádio Castelão em Fortaleza (CE), local em que acontecia a partida entre o Brasil e México da Copa das Confederações 

19/062013

Laryssa Praciano*

de Fortaleza (CE)

Fotos: Gabriel Gonçalves

Mais de 80 mil pessoas, segundo as Polícias Rodoviárias, Federal e Estadual, ocuparam as ruas que dão acesso ao estádio Castelão em Fortaleza (CE), local em que acontece a partida entre o Brasil e México da Copa das Confederações.

O protesto “+ Pão - Circo - Copa para Quem?”, de acordo com  Tamyres Lima, do movimento Levante Popular da Juventude, tem o intuito de protestar contra os gastos com as Copas da Confedereção e do Mundo, além de exigir dos governos condições básicas para viver, como saúde, educação, transporte público moradia, lazer, liberdade de expressão.

Os manifestantes começaram a se reunir por volta das 10h nos arredores do estádio. O aparato policial já estava preparado. De forma pacífica, os manifestantes ocuparam a avenida Alberto Craveiro e seguiram em direção ao estádio.

Com a aproximação da multidão, o confronto foi iniciado. Os manifestantes conseguiram furar o primeiro bloqueio feito pela PM a cerca de 3 km do estádio, mas os policiais responderam com bombas de efeito moral e balas de borracha quando eles chegaram à segunda barreira policial.

Segundo os manifestantes foi iniciada uma negociação com a polícia para uma aproximação, mas eles não deixaram e o confronto começou. A manifestação seguiu, então, para a BR-116, rua Paulinho Rocha e outros locais da cidade, por conta dos bloqueios.

Nos últimos dias, milhares de pessoas ocuparam as ruas de suas cidades, em todo o Brasil, para reivindicar seus direitos. A maioria dos atos foi convocada por meio das redes sociais.

Em Fortaleza, amanhã, 20, com concentração às 16h, na praça Portugal, acontecerá outro ato em defesa do transporte público e pela entrega imediata das carteiras estudantis. 

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Torcida de brazo

 

Autoridades de al menos seis ciudades brasileñas anunciaron la reducción de las tarifas de transporte público tras las manifestaciones de los últimos días.

Las autoridades de por lo menos seis ciudades brasileñas anunciaron la reducción de las tarifas de transporte público tras las manifestaciones de la víspera contra la subida de los pasajes de autobús que movilizaron a cerca de 250.000 personas en una veintena de municipios.

Las autoridades de Recife, Joao Pessoa, Porto Alegre, Cuiabá, Blumenau y Montes Claros anunciaron que reducirán las tarifas, en tanto que el alcalde de Río de Janeiro, Eduardo Paes, informó que se reunirá este mismo martes con representantes de los manifestantes para discutir sus reivindicaciones.

El alcalde de Sao Paulo, Fernando Haddad, que inicialmente había manifestado la imposibilidad de reducir los pasajes en la mayor ciudad de Brasil, aseguró posteriormente que revisará las cifras para buscar alternativas.

Los anuncios de reducción de pasajes son los primeros resultados directos de las manifestaciones que sacudieron la víspera a todo el país y que fueron convocadas en las redes sociales por movimientos sociales que alegan no ser representados por ningún partido.

Las protestas comenzaron la semana pasada en Sao Paulo, exclusivamente contra la subida de las tarifas de transporte público, pero el lunes se extendieron a varias ciudades y con otras reivindicaciones, como mayores inversiones en la salud y la educación pública, y críticas a los elevados gastos del Gobierno para organizar eventos como el Mundial de fútbol de 2014.

Los manifestantes volvieron este martes a las calles en Sao Paulo y São Gonçalo, en la región metropolitana de Rio de Janeiro, y el próximo jueves están previstas marchas en numerosas ciudades, como el propio Río de Janeiro, Recife y Joao Pessoa.

Entre las autoridades que anunciaron rebajas en los pasajes figura el gobernador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente del Partido Socialista Brasileño (PSB) y posible candidato a las elecciones presidenciales del próximo año.

Campos anunció que una exención fiscal permitirá que los pasajes de autobús sean reducidos inmediatamente en Recife, la capital de Pernambuco, y en las demás municipios que integran el área metropolitana de esta ciudad.

"El objetivo (de la reducción de la tarifa) es permitir el diálogo. Sabemos que la agenda está en construcción en el debate en las calles. Existe una insatisfacción en todo Brasil", dijo el gobernador.

El alcalde de Porto Alegre, José Fortunati, anunció que presentará un proyecto de ley que exenta las tarifas de uno de los impuestos municipales para de esa forma reducir los pasajes.

"Creo que ningún concejal se opondrá a la propuesta, por lo que la reducción podrá regir rápidamente", afirmó.

Los anuncios de las autoridades coinciden con la divulgación de una encuesta según la cual el 94 % de brasileños considera que las manifestaciones son legítimas y se justifican.

El sondeo realizado por el Instituto Ibope mediante consultas a internautas mostró que el 72 % respalda las protestas y un 60 % considera que las marchas proseguirán hasta que los precios de los pasajes sean reducidos.

La presidenta Dilma Rousseff defendió este martes la "legitimidad" de las protestas, afirmó que "hoy Brasil se despertó más fuerte" y dijo que "la voz de la calle debe ser escuchada", pues supone "un mensaje directo a los gobernantes".

(Fuente: EFE) /Montevideo Portal

 

 

Manifestación masiva en Brasil

 

 

Un policía dispara con un arma a un manifestante tras agredir a un compañero que permanece en los alrededores de la Asamblea Legislativa de Río de Janeiro (Brasil), 18 de junio de 2013.TASSO MARCELO (AFP)

 

Un manifestante pasa al lado de unos cajeros automáticos completamente destrozados durante las protestas en Río de Janeiro (Brasil), 17 de junio de 2013 Victor R. Caivano (AP)

Jóvenes suben las escalinatas de la Asamblea Legislativa de Brasil en Río de Janeiro durante las duras protestas contra la subida del precio del transporte público y el elevado coste de organización de la Copa Confederaciones, el Mundial de Fútbol de 2014 y las Olimpiadas de 2016, 17 de junio de 2013.TASSO MARCELO (AFP)

 

Manifestantes tras alcanzar la escalinata de la Asamblea Legislativa en Río de Janerio (Brasil), 17 de junio de 2013. Nicolas Tanner (AP)

 

Manifestantes agreden a dos policías en los alrededores de la Asamblea Legislativa de Brasil en Río de Janeiro, 17 de junio de 2013. TASSO MARCELO (AFP)

 

Manifestantes acorralan a un policía antidisturbios durante una protesta frente a la Asamblea Legislativa de Río de Janeiro, 17 de junio de 20

 

 

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Brasil despliega fuerzas de élite tras las protestas

La Fuerza Nacional estará presente en cinco de las seis ciudades en las que se celebra la Copa Confederaciones de fútbol

19 JUN 2013 – 

 

El Gobierno de Brasil va a desplegar la Fuerza Nacional, un cuerpo de élite de la policía, para garantizar la seguridad en cinco de las seis ciudades en las que se celebra la Copa Confederaciones de fútbol y que se han visto sacudidas por manifestaciones violentas desde que comenzaron las protestas sociales en el país, informó la agencia oficial de prensa brasileña-

 

Miembros de esta fuerza de élite, que asume el papel de la policía en cada Estado cuando se producen conflictos sociales o situaciones excepcionales, serán desplegados en Río de Janeiro, Bahía, Minas Gerais, Ceará y en el distrito federal, indicó el Ministerio de Justicia, citado por la agencia. "La Fuerza Nacional tiene un papel conciliador, de mediador y no de represión", precisaron las autoridades.

 

Esta medida no se aplica por el momento en Pernambuco, donde también se celebran partidos de este encuentro futbolístico. Esta fuerza policial ya intervinieron el domingo, ante el estadio Maracaná de Río de Janeiro, durante el partido México-Italia, para dispersar con pelotas de goma y gases lacrimógenos a grupos de manifestantes que intentaron irrumpir en el estadio.

 

Cientos de miles de manifestantes se han lanzado en los últimos días a las calles de las principales ciudades brasileñas en una protesta que comenzó contra la subida de los precios de los transportes pero que se ha convertido en una movilización contra el modelo de crecimiento, desde la inseguridad hasta la falta de servicios sociales. Los gastos para la Copa del Mundo de fútbol de 2014 o los Juegos Olímpicos de 2016 también han estado en el centro de las protestas.

 

La presidenta de Brasil, Dilma Rousseff, salió el martes al paso de las protestas por primera vez desde que comenzaron las manifestaciones y elogió "la fuerza" de los indignados brasileños. La presidenta también aseguró que iba a escuchar sus quejas.

 

El jueves se han convocado manifestaciones en numerosas ciudades, entre ellas Río de Janeiro, donde se va a celebrar el partido España-Tahití.

 

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50.000 personas vuelven a tomar de forma pacífica las calles de São Paulo

Un grupo de manifestantes cerca el ayuntamiento y quema un camión de un canal televisivo evangélico 

Un manifestante porta un cartel con la leyenda "Sin violencia Brasil", en São Paulo. / N. Antoine (AP)

Decenas de miles de personas volvieron a manifestarse la noche del martes por la legendaria Avenida Paulista, la principal arteria de la ciudad, centro financiero y testigo de las principales protestas contra la dictadura. Mientras en esa parte de la ciudad se desarrollaba una muestra ejemplar de madurez cívica, en el centro histórico de la ciudad un grupo minoritario asedió el ayuntamiento.

Horas antes, la presidenta Dilma Rousseff había calificado las manifestaciones como "un mensaje directo a todos los gobiernos de repudio a la corrupción y al uso indebido del dinero público". En el palacio de Planalto, en Brasilia, Rousseff añadió que su Gobierno "está escuchando las voces del cambio". Más tarde, la mandataria viajó a Sao Paulo para reunirse con su antecesor, el presidente Luiz Inácio Lula da Silva y el alcalde de la ciudad, Fernando Haddad, quien tras la reunión se mantuvo firme en su propósito de aumentar las tarifas del transporte público a partir del próximo 1 de julio.

La concentración comenzó pasadas las cinco de la tarde, cuando el alcalde de la ciudad, Fernando Haddad, marchó al aeropuerto de Congonhas para reunirse con Lula da Silva y la presidenta Dilma Roussef, quien viajó a São Paulo para analizar el problema sobre el terreno.

A las siete, varias decenas de manifestantes se apoderaron de las vallas de protección que rodeaban el ayuntamiento y atacaron a los guardias municipales. Después, apedrearon el edificio e intentaron entrar por la puerta principal mientras los guardias los repelían con gases lacrimógenos. Otro grupo de manifestantes intentó calmar los ánimos, volvió a levantar las vallas e impidió la invasión del edificio.

La mayor parte de la manifestación continuó su camino hacia la avenida Paulista, pero los violentos siguieron frente al ayuntamiento. Dentro, unos 100 policías municipales, 200 funcionarios y varios periodistas, entre los cuales se encontraba el autor de esta crónica, permanecían encerrados. Las autoridades municipales intentaron evitar en todo momento la llegada de las tropas antidisturbios. Pero algunos jóvenes quemaron un camión del canal televisivo evangélico Rede Record y siguieron asediando el edificio. Destruyeron una sede bancaria y saquearon varias tiendas.

"Esa gente no tiene nada que ver con las protestas, son simples delincuentes", reconocían los periodistas que trabajan para el ayuntamiento. La policía antidisturbios llegó pasada las nueve de la noche y, finalmente, a las diez y media, funcionarios y periodistas pudieron salir del ayuntamiento.

Unos pocos manifestantes habían conseguido por unas horas desviar el foco de la Avenida Paulista. Pero las cifras hablaban por sí solas: los saqueadores de tiendas apenas pasaban de varias decenas, mientras que la Avenida Paulista fue tomada de forma pacífica por mãs de 50.000 personas.

Brasil tiene la tarifa de transporte público más cara del mundo, pues se necesitan cerca de 13 minutos de trabajo para pagar un billete de autobús. Este es un precio elevado para lo que gana un trabajador normal en Brasil que es de cerca de 260 euros mensuales.

 

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La subida del transporte no es la única causa de las movilizaciones por todo el país

Los manifestantes también protestan por la falta de inversión en sanidad y educación

El movimiento Tarifa Cero llevó ayer a miles de manifestantes a la calle en 40 ciudades y 11 capitales de Brasil. Este movimiento social lucha por un transporte público gratis en Brasil dirigido por la estudiante de derecho Ninna Capello y por el profesor de historia Lucas Monteiro de Oliveira. Reivindican la rebaja de 20 centavos (cerca de 9 céntimos de euro) que fue el aumento dado por el Gobierno a las empresas de transporte en Sao Paulo.

 

Brasil tiene la tarifa de transporte público más cara del mundo, pues se necesitan cerca de 13 minutos de trabajo para pagar un billete de autobús. Este es un precio elevado para lo que gana un trabajador normal en Brasil que es de cerca de 260 euros mensuales.

 

La mayor parte de la clase media brasileña no sólo toma un autobús o un único metro diario, sino que la media está en más de cuatro viajes al día por persona. Incluso hay personas que se levantan a las tres de la madrugada para poder llegar a las ocho a su trabajo en una ciudad como Sao Paulo.

 

Los dirigentes del movimiento afirman tener datos fidedignos de los costes reales de transporte por pasajero y no piensan aflojar en las manifestaciones hasta que el Gobierno no baje la tarifa. En una entrevista concedida este pasado lunes al canal estatal de televisión Cultura ambos dirigentes fueron preguntados por varios periodistas de renombre en Brasil y consiguieron responder a todas las preguntas saliendo victoriosos.

 

El movimiento lleva ocho años luchando por la tarifa cero o pase libre. Además se quejan de que el Gobierno no invierte en transporte, dejando a la población desasistida. Además hay varios movimientos en Brasil que también se quejan de la falta de inversión en hospitales, colegios y universidades. Sin embargo, el gobierno de Brasil ha invertido miles de millones de reales en estadios de futbol para el Mundial de 2014 dejando de invertir en lo que realmente el pueblo necesita.

 

Tarifa Cero tiene sólo 40 militantes, pero ayer se adhirió más de un millón de personas en las manifestaciones por todo el país. Lo que está viviendo Brasil es una manifestación multitudinaria por la falta de políticos correctos, pues en los últimos años el país ha sido avasallado por escándalos en los últimos gobiernos, tanto en el del expresidente Luiz Inácio Lula da Silva como en el de la actual presidenta Dilma Rousseff

 

Para esta semana, hay convocadas más manifestaciones en todo el país y en el aire se respira que el ambiente en Sao Paulo será mucho más intenso que el de este lunes. La policía quiere que se indiquen los recorridos de las manifestaciones pero Tarifa Cero no ha aceptado. El gobernador Geraldo Alckmin está abierto al diálogo y el movimiento exige que antes de dialogar no se suban los 20 céntimos de real a la tarifa del transporte público. Los próximos días serán cruciales para el Gobierno y para Brasil.

 

 

 

 

Fuente: Carlos Aznarez, Resumen Latinoaméricano, 20 de junio de 2013. Diario de Urgencia

Palabras clave:América latina  Abya yala  Brasil  crisis  movilización popular  movimientos sociales  luchas y reistencias  movimiento Pase Libre  Sao pablo  Río de Janeiro  represión  

Actualizado ( Lunes, 18 de Agosto de 2014 22:48 )  

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